BuscaPé, líder em comparação de preços na América Latina


Domingo, Agosto 02, 2009

Suando a mente

A academia de musculação é um ótimo lugar para pegar umas marombas, puxar uns ferros e suar a camisa. Mas, sempre existem aqueles dias “morgados” em que entramos arrastados pela nossa consciência, enquanto nossa vontade, teimosa que é, quer mesmo é ficar em casa, ligar a TV enquanto descansamos com as pernas estiradas no sofá. Nosso corpo quer seguir a lei do menor esforço, mas isso é perigoso, pois precisamos de ação para favorecer a circulação sangüínea e evitar o sedentarismo, uma doença rara na atualidade quando as pessoas quase não usam carros, concordam? Ok, eu também discordo. Mas se é difícil suar o corpo, muito, mas muito mais difícil é suar a mente. SUAR A MENTE!??? Isso mesmo. E preste atenção, pois esse é o pulo do gato.

Primeiramente, antes de nos aprofundarmos, precisamos deixar claros alguns hobbies que ajudam no desenvolvimento mental. Um deles é o jogo de xadrez, pois força o pensamento complexo. A leitura também é muito importante para o desenvolvimento mental, primeiro porque ampliamos o nosso leque de conhecimento, depois porque estimula a criatividade e imaginação haja vista todas as idéias e cenas mentais que criamos ao ler. A poesia é outro caminho para o desenvolvimento mental já que se trata de um desafio à criatividade e à desinibição literária. Esses são só alguns exemplos de meios usados para o desenvolvimento mental. Mas, quero destacar um exercício que você pode praticar independentemente de estar jogando xadrez, lendo, ou descansando numa rede: “a imaginação”.

Para Albert Einstein “Imaginação é mais importante que conhecimento”. Concordo em gênero, número e grau. O conhecimento pode advir de um mero estudo dirigido, uma mistura de decoreba, compreensão e reflexão, como muitos que passam até mesmo em cursos muito concorridos como medicina baseados nessa fórmula muito antiga dos vestibulares. Mas imaginar depende somente de você, de seu esforço mental. E mais, o conhecimento é limitado ao que existe de palpável, escrito nos livros ou conhecido pelas pessoas. Você não pode criar algo novo quando conhece algo novo, pois você conheceu do que já é conhecido, já a imaginação é ilimitada, você pode imaginar trilhões de coisas e assim descobrir coisas novas para o mundo. Através do conhecimento você compreende o que os gênios descobriram, mas é através da imaginação que você se tornará um gênio e fará suas próprias descobertas. Por isso, o esforço mental de imaginar é mesmo mais importante que o conhecimento, pois está na vanguarda, na linha de frente, produzindo novas idéias, tornando anualmente pessoas milionárias ou bilionárias. Você quer ser bem sucedido? Comece a suar sua mente, imagine grandes idéias e empreenda grandes negócios.

Domenico Di Masi, sociólogo italiano e autor do festejado livro “O ócio criativo” revela que o trabalho poderia ser bem melhor se fosse aliado a lazer e estudo, algo bem mais descontraído e que certamente favoreceria o desempenho mental, enfim, a criatividade. Essas idéias lembram-me nitidamente uma palestra de Ariano Suassuna em que ele simplificou a idéia do ócio criativo. Imagine alguém deitado numa rede. Enquanto está deitado, parecendo um mero preguiçoso, sua mente está viajando, sim, viajando para terras longínquas ou procurando e achando idéias sobre as nuvens ou no coração do oceano. Num momento, num piscar, num pestanejar, num lampejo, lhe sobrevém a idéia que mudará seu futuro no mundo dos negócios ou na vida pessoal. Como assim? De um momento de preguiça na rede de balanço surgiu uma grande e genial idéia, porque por um momento o corpo descansou e deu lugar para que a mente trabalhasse.

O lado direito do cérebro, o menos usado, é aquele que apresenta o raciocínio não linear, emocional, subjetivo, espontâneo e intuitivo, enquanto que o lado esquerdo é bastante lógico, linear, analítico, relacionado à análise objetiva e matemática. É preciso que os dois lados trabalhem em harmonia, mas o problema é que o lado direito do cérebro às vezes fica empoeirado, é pouco usado, está precisando de uma faxina básica para voltar a gerar idéias e produzir criatividade através da imaginação. De acordo com a proposição do futurista Joel Rosnay tem que haver “uma mudança de paradigma, um salto cultural que consiste na passagem de um pensamento cartesiano, analítico, linear, seqüencial e proporcional para um pensamento sistêmico, não-linear e multidimensional”. Esse estilo de vida necessita de um esforço mental muito maior, a busca do raciocínio não linear, de coisas que estão invisíveis aos nossos olhos, mas que são as soluções tão desejadas para o nosso sucesso. Para solucionar o problema você precisa muitas vezes se colocar fora dele e olhar de longe. Saia do senso comum e viaje, procure novos horizontes de idéias e deixe sua mente flutuar num cruzeiro não linear pelo oceano. Force sua mente em busca de soluções geniais e éticas que lhe colocarão no caminho do sucesso.

Nilton Bonder, em seu brilhante livro “Idiche Kop – O segredo judaico para resolução de problemas”, nos trás uma importante compreensão do que é olhar além do que os olhos podem ver e ouvir além do que os ouvidos podem ouvir. É preciso forçar a mente em busca de novidades. Para tanto, é preciso que você amplie seu campo de visão e dê olhos à sua mente, olhos que vejam mais coisas, coisas que estão por perto ou talvez longe, mas que seus olhos físicos não alcançam. É preciso suar a mente em busca das grandes idéias flutuantes que pairam invisivelmente por sobre nós, mas não a vemos com olhos físicos. O segredo, é bem verdade, nunca esteve longe. O segredo está perto, talvez você ainda não olhou com os olhos certos. Ou melhor, talvez você não abriu os olhos certos de sua mente para notá-lo. Sua grande idéia de negócio não está na China, no Japão ou nas bolsas de Nova Iorque, mas aí pertinho, flutuando por sobre sua mente, mas você pode estar dormindo, “morgado”, como o atleta que vai à academia sem vontade de malhar. Desperte seus olhos mentais e veja o sucesso sorrindo para você.

Atualmente não basta ter conhecimento. Não estamos mais na era do conhecimento, pois a Internet e a globalização tornaram-no muito fácil e acessível. Muitos são os profissionais formados todos os anos que têm conhecimento e nem sempre sucesso. Agora estamos na era da imaginação, o diferencial para o sucesso não é apenas conhecer, mas também imaginar. Porém não fumos treinados para pensar, mas somente para aprender tudo prontinho. No mundo eletrizante do fast-tudo imaginar é algo muito lento. No entanto, é das imaginações que surgem as grandes idéias de negócios e da vida. E mais… Para você imaginar, basta ter uma mente. Você tem uma? Então comece a suar sua mente e imagine o caminho do seu sucesso! Mas depois não se esqueça de levantar-se do sofá e começar a trabalhar duro para concretizar sua imaginação. Pois é, rapadura é doce, mas né mole não.

Sexta-feira, Abril 27, 2007

Estados e Municípios Podem Receber até R$ 1 Bilhão Para Habitação de Famílias de Baixa Renda

Marcela Rebelo
Repórter da Agência Brasil


Brasília - A partir da semana que vem, estados e municípios interessados em recursos para investir em moradia e urbanização de assentamentos precários poderão participar da seleção pública de projetos do Ministério das Cidades. A verba vem do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), que este ano conta com R$ 1 bilhão para ser usado na melhoria das condições habitacionais das famílias de baixa renda.

A partir da próxima quarta-feira (2), gestores de estados e municípios já poderão encaminhar suas propostas ao Ministério das Cidades, na forma de consulta-prévia, para participar da seleção. O prazo de envio segue até 4 de junho. As datas foram estabelecidas em uma instrução normativa do ministério publicada hoje (27) no Diário Oficial da União.

As consultas-prévias deverão ser enviadas por meio de um formulário eletrônico disponível no site do ministério. Na página é possível acessar também um manual com as regras para participar da seleção. As ações, por exemplo, devem atender famílias com renda mensal de até R$ 1.050, de modo a reduzir as desigualdades sociais e contribuir para uma ocupação urbana planejada. Podem ser projetos de pavimentação de assentamentos, abastecimento de água, ligação de energia elétrica, entre outros.

Quem tiver dúvidas pode ligar para a Secretaria Executiva do ministério nos telefones (61) 2108-1631 / 2108-1608 ou para a Secretaria Nacional de Habitação, nos telefones (61) 2108-1666 / 2108-1793 / 2108-1963. As perguntas podem ser enviadas também pelos e-mails gab.secretariaexecutiva@cidades.gov.br e snh-ghis@cidades.gov.br

Quinta-feira, Dezembro 21, 2006

Lei Geral
Lula Sanciona a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas

Reportagem: Dilma Tavares
Foto: Márcia Gouthier/ASN

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, às 17h15 de quarta-feira do dia 14 de dezembro de 2006, a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, sob aplausos de mais de mil pessoas que lotaram o Salão Nobre e o Mezanino do Palácio do Planalto. Estavam presentes empresários, integrantes do Sistema Sebrae e entidades representativas do segmento, além de ministros, deputados federais e senadores. Todos aplaudiram de pé a assinatura da lei, considerada a primeira política pública, de âmbito nacional, voltada para os pequenos negócios do País.

“Eu diria aos meus companheiros de governo, aos deputados e senadores e aos empresários, que a aprovação dessa Lei é apenas a confirmação da certeza de que é muito mais fácil a gente ser justo e fazer as coisas boas. Foi isso que aconteceu com essa Lei”, disse Lula. O presidente espera que a nova legislação signifique ganhos para toda a população.

“Eu espero que no próximo ano a gente possa fazer uma festa para comemorar os ganhos do povo brasileiro com a aprovação dessa Lei”, afirmou. Para o presidente, a Lei Geral significa “uma grande esperança". Ele lembrou o trabalho realizado pelo Sebrae e entidades representativas do segmento em favor da lei, referindo-se especialmente ao presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, e ao presidente do Conselho Deliberativo Nacional da Instituição e da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro.

Participaram da cerimônia os ministros da Casa Civil, Dilma Roussef, do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, além dos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Aldo Rebelo.

A cerimônia foi aberta com discurso de Armando Monteiro, representando a Frente Empresarial pela Lei Geral. Ele classificou a Lei como “uma reforma tributária inteligente que, ao final, alcança uma parcela muito expressiva do universo empresarial do País”. Ele relacionou vários benefícios incluindo a área tributária, a simplificação de procedimentos e o incentivo à formalização. "O alcance social dessa lei é uma aposta inteligente na formalização. E hoje o Brasil tem um gravíssimo problema na área do mercado de trabalho que é a informalidade crescente", lembrou.

Durante o evento Paulo Okmamotto também destacou os benefícios da Lei Geral, a importância das mobilizações e da união nacional em torno dela e lembrou que o trabalho não termina com a sanção. Agora, começa a etapa da regulamentação e o trabalho para fazer com que seus benefícios cheguem aos empresários. “É preciso fazer com que os efeitos da Lei cheguem efetivamente aos beneficiários, os pequenos empreendedores nas cidades e nos lugares mais distantes”, disse Okamotto, assegurando que o Sebrae se empenhará na articulação para o cumprimento da lei.

O ministro Furlan lembrou que, à exceção dos efeitos fiscais contidos no capítulo tributário, os dispositivos da Lei Geral entram em vigor a partir da data da sua publicação, possibilitando aos empresários “desfrutar seus benefícios de imediato”. A sua avaliação é que a Lei trará "aumento significativo” na competitividade das micro e pequenas empresas. A previsão, disse Furlan, é que a Lei resulte na formalização de “um milhão, talvez até de três milhões” de micro e pequenos empreendimentos, conforme números informados na última Plenária do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.

Novo tempo


A cerimônia contou com depoimento da empresária Nerci Oliveria, dona de uma pequena empresa da área de confecção para noivas em Goiânia, capital de Goiás. Ela arrancou aplausos ao dizer da esperança que a Lei representa para o seu empreendimento e para a própria forma de pensar dos empresários. “Sou uma empresária que começou de baixo, tenho 22 funcionários e tenho o sonho de exportar, mas tinha muito medo de investir. Vamos mudar essa situação a partir de hoje, queremos pensar de forma diferente”, disse.

Leia a íntegra da Lei no link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LCP/Lcp123.htm

Quarta-feira, Dezembro 20, 2006

PUBLICIDADE












Lula diz que Lei Geral da Micro e Pequena Empresa Contribui para “Destravar” o País

Ana Paula Marra - Repórter da Agência Brasil


Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse depois de sancionar a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa que a medida era mais uma demonstração “extraordinária” de que o país precisa ser destravado. Lula disse acreditar que a lei vai melhorar a vida de milhões de brasileiro “pois vai reduzir impostos, a burocracia, e conseqüentemente estimular a geração de emprego e renda e o crescimento econômico do país”.

Em entrevista à imprensa, o presidente destacou a importância de o país criar outros mecanismos que visem o “destravamento” do Brasil. “Essa lei levou um ano e meio para ser votada, foi aprovada quase que por consenso no Congresso Nacional, e ainda vai melhorar a vida de milhões de empresas pequenas no Brasil. Nós agora precisamos criar outras mecanismos para continuar destravando o Brasil”.

Lula afirmou que o Brasil não pode mais perder nenhuma oportunidade para desenvolver, como fez ao longo dos séculos 19 e 20. “Eu penso que o Brasil perdeu oportunidades históricas no século 19 e 20, e nós não temos o direito de perder nenhuma oportunidade no século 21. Nos estamos competindo não apenas com as economias já consolidadas, como Europa, Estados Unidos e Japão. Estamos competindo com economias emergentes, como China, Índia e Rússia, que oferecem muito mais facilidade para a atividade industrial, para os investimentos, para o crédito, que o Brasil”.

O presidente reconheceu a importância da contribuição dos deputados e senadores em aprovar a lei. “Estou feliz porque a Câmara e o Senado deram a demonstração de que quando a causa é nobre não tem coloração partidária, não tem viés ideológico. Simplesmente as pessoas votam porque acham que tem de votar”, afirmou.

Conhecida como Supersimples, a lei estabelece um regime tributário diferenciado para as micro e pequenas empresas que faturam até R$ 2,4 milhões por ano com redução de impostos e menos burocracia. O capítulo tributário da lei só passa a vigorar a partir de 1º de julho de 2007.


Terça-feira, Novembro 28, 2006

Diretor do Sebrae diz que a Polêmica Sobre SuperSimples é Desnecessária

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A polêmica gerada pela dispensa, às micro e pequenas empresas, da contribuição para as entidades privadas de serviço social e de formação profissional, que integram o chamado Sistema S, não tem razão de ser, afirma o diretor-superintendente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Rio de Janeiro (Sebrae-RJ), Sérgio Malta.

O Sistema S é formado por organizações criadas pelos setores produtivos (indústria, comércio, agricultura, transportes e cooperativas) com a finalidade de qualificar e promover o bem-estar social de seus trabalhadores.

“Todo mundo abriu mão da contribuição. Para facilitar a vida da pequena empresa e a sua formalização, foi necessário tirar das costas das pequenas empresas uma carga burocrática e uma carga tributária”.

Segundo ele, a União vai abrir mão de R$ 5 bilhões de impostos por ano. O mesmo ocorre em relação a estados e municípios, que vão reduzir a carga tributária para esse segmento econômico. "O Sistema S, na negociação que houve no Congresso, concluiu também pela isenção da contribuição”.

Na avaliação dele, a maior perda no sistema será sentida pelas entidades ligadas ao comércio, como Sesc e Senac. “Porque a participação da pequena empresa no comércio e nos serviços é proporcionalmente maior que na indústria, onde há grandes conglomerados, que aumentam a contribuição do setor ao sistema Sesi/Senai. Então, o comércio vai sofrer um pouco, mas foi uma negociação e vamos ter que nos adaptar”.

Para o executivo, o mais importante foi a aprovação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que passou esta semana na Cãmara dos Deputados e deve entrar em vigor em 1º de julho de 2007.

“O mais importante é criar essa carta de alforria para as pequenas empresas poderem se libertar das amarras e poder, realmente, passar a contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país”.

Terça-feira, Outubro 31, 2006

COMENTÁRIO EMPREENDEDOR
Dificuldade e Complexidade no Processo Empreendedor

Você já teve um lampejo de idéia e ao contar para alguém, aquela pessoa que está sempre com um “bom” balde de água fria por perto, ela logo começa a vociferar com a clássica expressão: “Isso é muito difícil”? Ela não falou mais que a verdade. O problema não é a frase clara e evidente: “Isto é muito difícil”. O problema é a frase oculta e intrínseca: “Você não vai conseguir”. A questão é que o empreendedor está acostumado a lidar com esses comentários, pois soube ignorar o pessimismo peculiar a certas pessoas. A grande lição que fica para alguns é: “Não saia contando seus sonhos por aí”.

Não é todo mundo que pode ouvir um Cristóvão Colombo dizendo que iria fazer uma grande viagem por uma rota diferente para atingir a Índia. A nova rota era necessária, mas essa necessidade não foi o suficiente para convencer certas pessoas que acharam uma idéia “insensata”, para não dizer “maluca” e nos moldes dos chavões modernos: “muito difícil”. Colombo estava lidando com um grande desafio que envolveria vidas num empreendimento ao mesmo tempo louco e genial, dependendo do ângulo de quem vê. Por que louco e por que genial? Louco porque o cálculo da distância não era algo preciso como nos dias de hoje, quando o mundo está com as medidas contadas. Colombo precisava saber a distância, para achar o tempo da viagem, para poder calcular a quantidade certa de provimentos necessários para esse fantástico empreendimento, uma verdadeira odisséia. Genial porque, no mínimo, se tudo desse certo no tocante à sobrevivência, Colombo entraria para a história como aquele que deu uma grande contribuição para a humanidade, achando mais um pedaço do planeta, o que iria ocorrer mais cedo ou mais tarde, fazendo com que o mapa do mundo estivesse definido e facilitando a comunicação entre as nações, propiciando o compartilhamento de técnicas, conhecimentos, idéias, valores, etc.

Pronto. Estamos diante de um quadro complexo. A dificuldade e a complexidade muitas vezes são faces de uma mesma moeda. Quando algo se torna fácil, há sempre uma forma de dificultar. Quando um sonho é realizado, há sempre outro sonho a sonhar. Mesmo em indústrias automobilísticas, com processos industriais altamente complexos, observamos que o uso da tecnologia, embora facilite, não tira a complexidade. Continua sendo complexo, porque agora, já que carros podem ser feitos a partir de uma produção industrial altamente eficaz, eles atacarão outro problema que compreende todo um mundo complexo de coisas: vendas, propagandas, marketing, finanças, etc. Não é o uso da tecnologia que vai facilitar definitivamente. Quando algo fica fácil, aí todo mundo arranja um jeito de dificultar, porque as pessoas sempre querem dar mais um passo a frente. O processo empreendedor é um contínuo enfrentamento de desafios que trazem, no tabuleiro de xadrez dos negócios, peças que, se movidas, vão interferir em eventuais vantagens de outras peças. Colombo não chegou à Índia, mas encontrou um novo mundo para a Europa, embora os chamados índios não o considerava novo mundo. Para aquela geração de índios, a Europa é que era um novo mundo. Colombo venceu a primeira etapa de desafios, mesmo não chegando onde supostamente pretendia, mas conseguiu algo muito interessante: encontrou as Índias Ocidentais. O que isso significava? Como uma cultura “tecnologicamente” avançada iria lidar com uma outra cultura que não usava de tantos recursos? O que fazer? Será decretado território espanhol? A Espanha assim o considerou. E Colombo, o que ganharia com todas essas terras? 10% de todos os lucros das terras descobertas? Ele continuava mirando alto. Mas, nem tudo se consegue só por querer. Até porque a idéia não era achar esses novos povos. Era uma rota para a Índia. Digamos assim, a princípio, pois nunca se sabe o que se passa na cabeça de alguém que usa um pano de fundo tão comercialmente interessante como nova rota para Índia e China. Mas essas foram as novas dificuldades que Colombo encontrou depois que as outras dificuldades e impossibilidades foram superadas.
O certo é que Colombo aceitou o desafio de fazer algo que ninguém fez. Enquanto todos poderiam dizer a ele: “é muito difícil”, ele se mantinha firme no propósito. Eis aí a diferença entre grandes e pequenas realizações. Os grandes feitos são difíceis. As pessoas param na palavra: Impossível. Há uma placa na vida dessas pessoas chamada: É difícil. E depois, quando elas avançam, aparece outra: É muito difícil. E depois outra: Realmente é difícil. Enfim, aparece uma bem grande dizendo: É impossível. O empreendedor desafia o campo da aparência. Ele precisa ver um mundo de possibilidades como Cristóvão viu. Cristóvão não ficou imaginando o quanto era difícil e parou por aí. Ele sabia que era difícil, sabia que era complexo. Por isso ele se preparou com os melhores números. Embora seus números não fossem exatos, foram aproximados. Existia o risco. Lançar-se ao mar é um risco. Mas, empreendedores do mar procuram diminuir esses riscos. Eles não param e voltam assim sem mais nem menos. Eles buscam o conhecimento necessário e complexo para entender toda a dificuldade e compreender para poder chegar lá. Não é uma sorte. Não é um acaso. É um cálculo, é matemática.
Use os recursos de que você dispõe para vencer as incertezas de um ambiente complexo. A vida é sobremodo complexa, embora possa ser vista e até mesmo aprendida de forma simples. Mas, quando passamos a descortinar toda essa simplicidade descobrimos riquezas sem fim. Porque a complexidade pode naturalmente vestir-se de simplicidade. É muito simples quando nós olhamos para um programa de TV e achamos algo engraçado, até mesmo pueril e ingênuo. Nem sequer nos damos conta de que por trás de todo aquele universo simples que está sendo passado, há uma equipe trabalhando para produzir algo de qualidade. A pessoa chega num restaurante e pede o que quiser e tiver; depois paga e vai embora. Nem se dá conta de que para que esse serviço fosse possível era necessário o funcionamento de todo um sistema. Até mesmo as coisas mais simples como comprar pão na padaria da esquina. A pessoa pede, paga e leva. Mas, pouca gente lembra de que aquela massa foi trabalhada há um certo tempo atrás. E que a massa tem um preço que pode influenciar no preço do pão. Depois, analisando, compreendemos que são necessários padeiros, pessoas habilidosas na arte de fazer o produto. Depois de o pão estar pronto, será preciso vendê-lo. Depois, o que fazer com o dinheiro? São salários, matéria prima, pró-labore, honorários e um sem número de coisas que o empreendedor precisa observar. O bacana é que seja simples para as pessoas que compram, mas ninguém é empreendedor se não souber lidar com dificuldade e complexidade inerente aos negócios. O processo empreendedor exige observar várias variáveis. Um cargo de direção de uma empresa exige que se observem os vários processos, embora não seja o diretor o responsável, mas ele também inspeciona.


Agora vamos vislumbrar as coisas “fáceis” para termos uma dimensão mais ampla desse assunto. Antes do avião, deslocar-se de Tóquio a Washington era algo de outro mundo, possível, mas dificílimo e provavelmente cheio de desafios. Hoje, porém, esse desafio se resume a algumas horas. Quando algo torna-se fácil, pela tecnologia ou por outro fator, deixa de ser um desafio e preocupação. Deixa de ser um diferencial. As facilidades zeram o placar. Todo mundo passa a ter acesso. Logo, deixa de ser um desafio que vá fazer grande diferença. As grandes e interessantes realizações são grandes exatamente porque são difíceis. Se são difíceis são provavelmente complexas o bastante para exigirem muito da pessoa que deseja alcançar. O fácil e o difícil podem variar, dependendo do contexto. Num campo tranqüilo poucos metros acima do nível do mar é fácil respirar. Mas, num outro contexto, por exemplo, no topo do Everest, é completamente diferente. Logo, o fácil e o difícil podem sofrer alternância. Quando o difícil fica fácil, logo outra dificuldade substitui. E cabe ao empreendedor lidar com todas essas dificuldades com calma e tranqüilidade. A dificuldade abre um cenário para soluções como que de um jogo de xadrez. Nesse cenário encontra-se um ambiente complexo. Como resolver algo tão simples como fechar uma porta sem ter a chave? Serão mil pensamentos. O ato de fechar é muito simples, desde que se tenha a chave. Mas, as várias idéias que se passam na mente da pessoa para solucionar o problema constituem um ambiente complexo no qual será encontrada a melhor solução. É certo que quanto mais complexo e difícil alguma coisa é, menor será o acesso, pois as pessoas vão parar na frase “é muito difícil”, então maior é o seu valor. Quanto menos dinheiro em circulação, mais ele se valoriza. Então, sendo que as coisas difíceis são raras de serem executadas, aqueles que conseguem obtê-las usufruirão de excelentes frutos, considerando que tais coisas sejam eticamente corretas.

Esse raciocínio sobre dificuldade e complexidade faz parte do dia a dia de muita gente que tem grandes responsabilidades, principalmente empreendedores dos vários níveis e das várias áreas. Muitos entram em um negócio, juntam um dinheiro e montam uma empresa com um pensamento muito superficial das coisas. Esquecem de olhar as várias variáveis. Esquecem que o caminho não é fácil. Esquecem que precisam planejar bem antes de fazer, como fez Colombo (em parte). Esquecem de analisarem profundamente seus intentos. Então se aventuram acreditando que apenas o dinheiro resolve. Não num mundo tão competitivo como o nosso. Como eu disse, se algo é fácil, todo mundo já faz. Então, é preciso não só igualar, mas ir mais além para poder fazer a diferença. O empreendedor deve olhar o micro e macro-ambiente. Deve ter em mente de forma simples e também complexa o ambiente que administra. Deve considerar todas as variáveis de grande importância. Deve analisar o passado, presente e futuro. Deve olhar os concorrentes. Deve situar-se com relação ao seu investimento em propaganda, em tecnologia, enfim, em todas as áreas. Não é simples. Mas, no dia em que seu negócio se torna simples, por causa do controle dos processos, é hora de crescer. Então, surgem novos desafios, novas dificuldades, e muitas vezes, novos empréstimos. Assim vivem os empreendedores, de desafios. Porque a vida em si já é um desafio e, embora muitos não percebam, um desafio nada fácil. Como disse alguém certa vez: “se você considerar que a vida será difícil, ela será fácil; se considerar que a vida será fácil, ela será difícil”. Então, é preciso que nos esforcemos. Uma escola cuja média dos alunos é 9,0 vai fazer com que os alunos estudem sempre no nível necessário para atingirem essa média difícil. É só uma mudança de contexto, uma mudança de atitude. É sair da rede de balanço intelectual e por as mãos a obra, trabalhando com inteligência, observando por vários ângulos. E resistindo aos reveses. Essa é a atitude certa para com as dificuldades. Devemos fazer como a águia, mergulhar na tempestade para poder voar para as alturas. Quem não tem seus desafios? Quem não tem suas dificuldades? Cada qual tem sua porção. É inerente ao ser humano enfrentar desafios. Mas, muitos preferem esconder-se e acomodar-se. Acabam que vivem sempre numa caverna. Nunca se aperfeiçoam nas dificuldades. Jamais conseguem lidar com a complexidade. E não aprendem importantes coisas para a vida.

Não obstante o sucesso de Colombo como corajoso aventureiro que se lançara ao mar, financiado pela coroa espanhola e por banqueiros italianos, nem só de honrarias e ouro (como ele queria) sua vida é lembrada. O que aconteceu com Colombo após as grandes descobertas? A vida de Colombo como desbravador é contada de forma heróica, mas como foram seus atos após as visitas às novas terras? Teria o poder subido à cabeça de Colombo como muitos dizem? Isso também faz parte do contexto empreendedor. O poder pode aumentar um defeito, que antes era imperceptível. Sem querer entrar nos detalhes da vida de Colombo, mas partindo para uma análise da complexidade em lidar também com o poder, é preciso uma mente bem resolvida para não se deixar levar pelas facilidades que o mundo do poder proporciona. Aí está a questão. A facilidade e o imediatismo podem fazer com que aquele que detém o poder se infeccione e embriague-se em sua vontade arrogante e egoísta. Poder não necessariamente trará facilidades. Claro, a primeira vista, tudo será fácil. Ora, Colombo tinha a disposição homens armados contra uma multidão de índios subjugáveis. Era muito fácil haver abuso do poder por parte de Colombo. Teria Cristóvão Colombo falhado quando chegou a esse nível? Bem, essa questão vamos deixar para que os hábeis historiadores nos respondam. O certo é que o ambiente do poder também é um ambiente complexo, difícil. Não é fácil ser rico, famoso ou ter influência. Claro que a primeira vista é facílimo. A impressão é de que tudo é fácil. Mas, quando nós observamos mesmo que de longe muitos presidentes e magnatas articulando negócios que podem prejudicar muita gente, nós então temos a dimensão do quão complexo é também o mundo do poder. Quantos assuntos são debatidos entre os oito representantes do G8 e que afetarão bilhões de vidas? Esse é também um ambiente altamente complexo e muito difícil. Grandes responsabilidades também implicam em alto grau de dificuldade, pois cada passo afetará muitas vidas. Nesse ponto, silencio-me na análise da vida de Colombo. Alguém pode ser um grande ministro da fazenda, mas um péssimo presidente. Colombo pode ter sido um grande navegador, mas como teria sido como administrador? O que ele fez com aqueles índios? São questões que nos fazem analisar o contexto em que ele estava e como ele seria como homem de poder. Como se diz: se alguém quer conhecer o homem, dê poder a ele. São esses desafios que passam pela vida do empreendedor e muitos sucumbem no meio do caminho. Portanto é preciso preparar-se não só para vencer os primeiros desafios, mas também os últimos. Lembre-se de que não adiante começar fazendo bem feito e terminar tudo errado. É preciso começar bem, continuar bem e terminar bem.

O processo empreendedor requer a conscientização de que o ambiente complexo exige de nós muita cautela e reflexão antes de agir, inclusive jamais abrindo mão dos valores essenciais, o que acontece frequentemente quando o poder sobe a cabeça de alguém. É preciso ter os pés no chão e a consciência de que: as coisas naturalmente são difíceis porque exigem mais de nós. É difícil pensar a empresa em todos os aspectos. É difícil fazer ela caminhar e sobreviver e ainda render excelentes lucros. É difícil lidar com pessoas. É difícil negociar. E, acreditem, é difícil lidar com o sucesso. Muita gente fracassa depois dos primeiros sucessos. Então, prepare-se para o ambiente difícil e complexo. Prepare-se para a realidade. Prepare-se para o difícil. Então, a vida será fácil.

Então não se preocupe se as coisas são muito difíceis. No mundo dos empreendedores a palavra “difícil” é fácil de ser encontrada. As circunstâncias difíceis servem de bigorna onde são forjadas as maiores realizações. É preciso compreender a diferença entre grafite e diamante. Mas, isso é tema para o próximo capítulo.

Link relacionado: http://canais.digi.com.br/colunas/Wintemberg

E-Mails: Mensagens referentes aos artigos podem ser encaminhados para wintemberg@yahoo.com

Sexta-feira, Setembro 29, 2006

COMENTÁRIO EMPREENDEDOR
Falha na Lei Eleitoral Brasileira Alimenta Impunidade

Hoje é um dia triste para a justiça brasileira e de todo o mundo. O jornal Folha de S. Paulo noticiou com a manchete "Universitário é solto após confessar assassinato da mãe" e colocou em xeque, num paroxismo da impunidade brasileira, a Lei Eleitoral no tocante a determinação de que nenhum eleitor deve ser preso na semana das eleições, excerto em caso de flagrante ou sentença condenatória por crime inafiançável. Que lei é essa que coloca as eleições acima da justa justiça? Pergunto como cidadão brasileiro que tem o direito de questionar leis que atrapalham a justiça. Ninguém vai questionar? Por que é lei? Ninguém vai questionar? Será que o povo brasileiro vai perder mesmo sua sensibilidade ética dos princípios mais fundamentais como o direito à vida? Creio que não. Mas, é inaceitável que uma nação deixe isso passar em branco sem sequer fazer um protesto para mudar a lei. Sim, se Assis Chateaubriand conseguiu fazer com que a lei mudasse apenas para obter a guarda da filha que talvez estivesse melhor com a mãe. Por que o povo brasileiro não poderá fazer um movimento para mudar as LEIS DA IMPUNIDADE? E varrer de vez as BRECHAS das leis anti-éticas que existem ainda hoje? Não acredito que só eu esteja indignado com isso. Em ver o mal sendo simplesmente liberado para ser o mal. Cadê o nosso senso de justiça? Cadê o nosso senso de ética? Cadê os valores mais fundamentais da vida que são pautados em princípios de justiça? Como pode uma mãe ser morta pelo seu próprio filho e as coisas ficarem sem nenhuma atitude de punição?

Como disse Jesus, bem aventurado os que tem fome e sede de justiça. As leis brasileiras foram criados por homens brasileiros, falhos. E devem ser revisadas, principalmente quando permitem certas barbaridades. E isso já chegou a um ponto final. Chegou a um ponto em que não podemos aceitar mais que esse tipo de lei continue permitindo garotos de 16 anos matar e ficar impune. Leis que liberam assassinos da cadeia porque é semana de eleição. Então é mais importante para o Governo Federal um voto de um assassino que uma vida de uma mãe? Claro que não. Eu realmente creio que não. Acredito que essa falha está dentro das falhas cabíveis aos meros mortais. Agora, se essa lei permitir assim, logo saberemos que será pura conivência. Não há mais espaço na conjuntura brasileira para uma lei que permita o crime sem impunidade. Não há.

Até quando nós brasileiros ficaremos calados diante de tanta injustiça? Até quando o mal será normal e o bem cada vez mais raro? Por que as pessoas não ficam mais indignadas realmente? Podemos fechar nossos olhos para isso e fingir que está tudo bem? Podemos ser uma nação verdadeiramente desse jeito? Não. Leis são reflexos das mentes humanas. As mentes humanas são falhas. Corrija-se as falhas. Aproveitemos o momento para requerer que todas as leis sejam revisadas e que as brechas sejam corrigidas.

Não podemos considerar o mal como normal. Que a indignação contra a impunidade e a sede de justiça ecoe pelos quatro cantos deste Brasil como coro de protesto frente a qualquer resistência a uma mudança para melhor na lei defendida por esta nação. Se é para ser Lei que seja justa!

Wintemberg Rodrigues